Quais as principais diferenças entre dados e informações jurídicas?

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Conceitos muito utilizados na área de business inteligence, dados e informações podem, à primeira vista, parecer a mesma coisa. A verdade é que a medida que estudamos e nos aprofundamos nesse tema, percebemos que existem muitas diferenças entre dados e informações jurídicas.

Neste artigo vamos explicar o que difere um termo do outro e qual a importância de ambos para profissionais e escritórios de advocacia hoje em dia. Ficou interessado em saber mais sobre o assunto? Continue acompanhando!

O que são dados?

Dados são fragmentos que podem ser números, valores ou medidas que sozinhos não significam nada, ou seja, não transmitem nenhum conhecimento. Para que possam representar algo, necessitam de tratamento e análises, que, quando bem feitos, trarão resultados e orientarão a tomada de decisão.

O que são informações?

Dados processados e analisados, que são capazes de transmitir mensagens e gerar conhecimento acerca de coisas, situações ou eventos podem ser considerados informações. Portanto, para as organizações, em qualquer segmento, dados não tem nenhum valor se não gerarem informações. É nesse contexto que surge o conceito de big data, por exemplo.

Por que as informações são importantes no segmento jurídico?

Agora que você já sabe a diferença entre dados e informações jurídicas, vamos destacar a importância das segundas no universo do direito e explicar, através de exemplos, como elas geram valor na prática.

Saber o número de processos de direito de família que são julgados por ano no Brasil é um dado. Comparar este número com a quantidade de varas de família que existem no país nos permite entender quantos casos cada juiz precisa julgar nesse período de tempo, por exemplo. Isso nos gera uma informação, pois a partir dela podemos analisar se há um assoberbamento desses órgãos julgadores.

É a partir disso, então, que as informações podem gerar valor, já que conseguiremos entender se há a necessidade de mais varas de família no país ou não. Esse é apenas um exemplo da  diferença entre as duas coisas e do porquê informações são muito mais valiosas do que dados.

Qual o papel da tecnologia na análise de dados?

Para ter acesso a informações e não somente dados é necessário contar com auxílio da tecnologia e de profissionais muito qualificados. Os softwares serão responsáveis pelo processamento de tudo que se coleta, gerando então informação. Na sequência entram as pessoas, que se encarregarão de fazer inferências a respeito disso, de extrair insights e estratégias que serão fundamentais no aprimoramento do trabalho jurídico.

Sem o auxílio de computadores e internet, todas as tarefas envolvidas nesses processos seriam muito mais difíceis, desde a coleta até o processamento de dados. Há um tempo atrás, até podia-se dizer que as pessoas podiam chegar ao mesmo resultado das máquinas, apenas demorariam mais tempo. Hoje, com inteligência artificial e machine learning, sabemos que isso não é verdade.

Então, podemos dizer que se você quer ter acesso às melhores informações, que podem gerar valor para o seu negócio e até mesmo mudar o resultado de um julgamento graças à jurimetria e à análise preditiva, é imprescindível apostar na tecnologia.

Agora que você já sabe a diferença entre dados e informações jurídicas, acompanhe os vídeos que lançaremos aqui no blog nas próximas semanas e veja a opinião dos gestores jurídicos mais respeitados sobre este e outros assuntos semelhantes.

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