Lawtechs: Como as startups estão mudando o ecossistema de negócio

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LawtechsLawtechs: Um dos temas mais debatidos no ambiente de negócios contemporâneo diz respeito ao processo de transformação digital que influencia este meio social em seus mais diversos aspectos – desde a forma como se estruturam organizações e seus respectivos modelos operacionais, passando por uma maior eficiência em processos e envolvendo até transformações no próprio mercado de trabalho, seja com o surgimento de novos postos ou com alterações nos perfis de algumas carreiras.

Boa parte destas mudanças, a meu ver, tem como bases dois importantes movimentos do meio empresarial atual: o fortalecimento de uma cultura de startups e, a busca destes mesmos negócios pela inovação como principal motor de uma empresa, fator que acaba instigando companhias de todos os portes a também compartilhar de uma mentalidade mais inovadora, sobretudo porque, ninguém que ficar para trás em uma nova onda disruptiva capaz de romper com os paradigmas de um determinado segmento.

Apenas para reforçar o conceito, inovações disruptivas são aquelas que, para além de melhorar um produto ou serviço, criam todo um novo mercado, forçando a concorrência a guiar-se segundo seus padrões ou tornando-a obsoleta. O maior beneficiário destes movimentos de inovação radical são os consumidores, uma vez que passam a contar com opções que atendem de modo mais efetivo suas demandas.

Por sua vez, a cultura de startups se guia pelos princípios de estruturas enxutas fortemente voltadas para a inovação, criação de um modelo de negócio escalável e busca de retorno, e crescimento, em curto prazo. De acordo com dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), mais de 27 milhões de pessoas atua dentro deste modelo de negócios no país, número que torna o Brasil o terceiro maior mercado de startups no mundo.

Tão por isso, a cultura que visa cultivar modelos organizacionais enxutos, eficientes, com forte aparato tecnológico e direcionados para o crescimento com base na inovação, tem peso direto no processo de transformação digital vivido pelo meio empresarial como um todo e gera impactos na forma como o ecossistema de negócios mundial se organiza em todos os segmentos.

E o direito, de sorte, não está imune a este movimento. Lawtechs, que já abordei aqui no Pulse Linkedin, são startups que se voltam para a oferta de serviços capazes, por exemplo, de automatizar rotinas operacionais de escritórios e tribunais, minerar e lapidar informações jurídicas capazes de auxiliar profissionais em sua tomada de decisões e atuar, em suma, como um suporte geral para o universo do direito.

Para especialistas do segmento de lawtechs, empresas com este viés mais inovador podem contribuir decisivamente na evolução organizacional do ambiente jurídico, seja com a otimização do andamento de processos (só no Brasil, temos mais de 79,7 milhões processos parados na justiça), a gestão do contencioso de tribunais ou mesmo com a contribuição para que advogados utilizem seu poder intuitivo e de análise tendo como base uma carga sólida de informações.

Diante de todo este cenário, agora como lawtechs, cada vez mais, será exigido de nós, profissionais do meio, conhecimentos analíticos e até de interpretação de dados. É, pois, nosso dever buscar a ampliação de nossos conhecimentos, para que possamos trabalhar ao lado da inovação, buscando maior eficácia na gestão jurídica, controles mais rigorosos com decisões mais assertivas e a quebra de paradigmas que dificultam o fortalecimento de nosso ambiente de negócios e a melhoria dos processos operacionais do meio jurídico brasileiro.

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